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ARTES DO BOSQUE - UMA FEIRA DE ARTESANATO DIFERENTE

No final de 2005 foi criada a ARTES DO BOSQUE. Seu primeiro objetivo foi o de abrir um espaço realmente democrático e aberto aos moradores e contribuintes da ABM, uma associação que integra 25 condomínios na Barra da Tijuca. Dando as mesmas condições a todos, não se pautou por ter expositores fixos, por entender que não é a isso que se destina um espaço comunitário. Em conseqüência, foram reservadas mais da metade das vagas a artesãos moradores do bosque, por serem estes os maiores contribuintes deste espaço. Não foram considerados critérios subjetivos para participação, dando o mesmo direito a todos, gerando em conseqüência uma saudável rotatividade dos expositores.
Mesmo com critérios tão liberais, não foi fácil o início. Sem um nome ainda conhecido, todos os primeiros eventos foram grandes atos de coragem. O primeiro foi realizado em um feriadão, com o Rio de Janeiro vazio. O segundo em pleno meio de semana, entre terça e quinta-feira, quando não há o hábito deste tipo de evento. Os seguintes que definitivamente consagraram o ARTES DO BOSQUE, foram realizados em meses muito difíceis, fevereiro e março, quando nem grandes eventos como a Feira Hype alcançam um bom número de público. Apesar de tudo, todas as edições foram um sucesso absoluto, chegando mesmo a deixar o salão intransitável como no final do último evento de 18 e 19 de março de 2006, sucesso este que até hoje só vem crescendo, repetindo-se o interesse do público sempre.
Este sucesso deveu-se principalmente a critérios de organização como :

1) escolha de expositores de altíssimo nível,
2) preferência por produtos artesanais, descartando-se produtos industrializados, a exceção de perfumes e cosmética, para não cair na desgastada fórmula de feiras corriqueiras que não têm a qualidade como objetivo principal,
3) sorteio de brindes que na última edição chegou a quantidade de 45, agradando a todas as idades,
4) divulgação maciça através de 15000 panfletos de ½ página, bilíngües, distribuídos, não apenas nos prédios que compõe a ABM, como em todos os outros em seu entorno, além de todos os hotéis da Barra, nas ruas e na praia,
5) confecção de 3 banners coloridos bem chamativos, com motivo impressionista, chamando a atenção com beleza e atraindo um público de bom nível cultural, além de outro de mais de 2 metros de altura, que fica na entrada da feira.
6) anúncio de ½ página em jornal local “A Folha do Bosque” que tem um alcance de 100.000 moradores da Barra (http://www.afolhadobosque.com.br/html/cobertura.htm)

O sucesso rápido está nos levando rapidamente a alcançar um sonho : integrar mais os moradores do Bosque não apenas como consumidores, mas principalmente como agentes do processo criativo. Atingiremos assim o pressuposto maior de nosso espaço comunitário que é a EDUCAÇÃO. Procuraremos então incentivar as atividades de artesanato e criação artística, seja para aqueles da faixa da melhor idade, como outros que tenham aptidões e se sentem tímidos em mostrá-las e desenvolvê-las.
Isso já está acontecendo. A partir da quarta edição promovemos oficinas gratuitas de artesanato, que continuarão nas próximas edições. E assim continuaremos, até ver o espaço da ABM sendo usado não só para a ARTES DO BOSQUE, mas para aulas de artesanato para os moradores de todas as idades. Em uma comunidade de mais de 20.000 moradores, por exemplo, é grande o número de integrantes da melhor idade que teriam um incremento em qualidade de vida se a eles fosse permitida uma atividade de lazer e criação. Muitos artistas tardios vieram a público, após iniciativas de incentivo a uma ocupação pós-aposentadoria.
De tudo falado, faltou talvez o mais importante, que trouxe o definitivo sucesso ao ARTES DO BOSQUE, de público e junto aos expositores, que é o entendimento e o respeito ao ofício do artesão. O artesão vive de seu trabalho. Não tem salário ou garantias trabalhistas. As feiras são o espaço onde ele não apenas ganha seu pão, mas principalmente tem contato com o público que vai apreciar sua arte. Nelas ele pode até vender aquém de suas expectativas, mas divulga sua arte e tem o retorno imediato do público com relação a seu trabalho. Para que isso aconteça, priorizamos um ambiente harmônico, agradável, leve onde a positividade flui, agradando a todos.
E assim seguimos. Nosso marketing é a coragem e o trabalho árduo. Outras formas de abordagem, deixamos de lado.



21/11/2006 Publicada por Sérgio Lima Nascimento


Sérgio, muito obrigado pelo convite, parabéns pela organização. Marlene.

22/11/2006 19:53 MARLENE SOARES ALVES (Arte no Jornal) artemaninha@oi.com.br

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